Tornar Nossa Senhora conhecida e amada ~ IAM - Infância e Adolescência Missionária (Colatina-ES)

Tornar Nossa Senhora conhecida e amada


Maio ocupa um lugar especial na vida da Igreja Católica. Tradicionalmente conhecido como Mês Mariano, esse período convida os fiéis a aprofundarem sua relação com Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja. Mais do que uma devoção sentimental, trata-se de um caminho espiritual que leva ao encontro com Cristo, pois, como ensina o Magistério, toda verdadeira devoção mariana tem como centro o próprio Jesus.

A Infância e Adolescência Missionária (IAM) reconhece em Maria um modelo essencial para a vida cristã. Entre os compromissos assumidos pelos pequenos missionários está o de tornar Nossa Senhora conhecida e amada, o que significa não apenas divulgar sua devoção, mas também imitar suas atitudes de fé, escuta e serviço.

 

Maria, modelo de discípula missionária

O Evangelho apresenta Maria como aquela que acolhe o projeto de Deus com confiança. Diante do anúncio do anjo, ela responde com disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor” (cf. Lc 1,38). Esse “sim” livre e consciente é reconhecido pela Igreja como início da missão de Cristo no mundo.

Logo em seguida, Maria se coloca a caminho para ajudar sua prima Isabel (cf. Lc 1,39-45). Esse gesto revela uma característica fundamental da missão cristã: sair ao encontro do outro com amor concreto. Por isso, documentos da Igreja, como a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, destacam que todo cristão é chamado a ser missionário, seguindo o exemplo de Maria, que leva Jesus aos outros com sua vida.

Além disso, em Caná (cf. Jo 2,1-5), Maria orienta os serventes a fazerem tudo o que Jesus disser, mostrando que sua missão sempre aponta para Cristo. Assim, ela não ocupa o lugar de Jesus, mas conduz os fiéis até Ele.

 

Por que maio é dedicado a Maria?

A dedicação do mês de maio à Virgem Maria tem raízes históricas e culturais. Na Europa, esse período coincide com a primavera, tempo associado à vida, à beleza e ao florescimento. Aos poucos, a Igreja integrou esses elementos à espiritualidade cristã, reconhecendo em Maria a expressão mais bela da fé vivida plenamente.

A prática se consolidou entre os séculos XVII e XIX, com exercícios de piedade mariana, como o terço e as ladainhas. O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Marialis Cultus (1974), reforçou a importância de uma devoção equilibrada, fundamentada na Sagrada Escritura e na liturgia, evitando excessos e valorizando o verdadeiro sentido cristão.

 

Maria na missão da Igreja

O Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen Gentium, apresenta Maria como Mãe da Igreja e exemplo de fé. Ela acompanha o povo de Deus em seu caminho e continua sendo sinal de esperança e consolação.

Na espiritualidade missionária, Maria é frequentemente invocada como Rainha das Missões, pois esteve presente desde o início da evangelização, colaborando com o plano de salvação. Inspirados por ela, os membros da IAM são chamados a viver valores como solidariedade, oração e compromisso com os mais necessitados.

 

Vivendo o Mês Mariano no dia a dia

A vivência do Mês Mariano pode acontecer de forma simples e significativa, sempre em sintonia com a fé da Igreja. Algumas práticas recomendadas incluem:

  • Rezar o terço, meditando os mistérios da vida de Cristo;
  • Ler e refletir passagens bíblicas que apresentam Maria;
  • Participar das celebrações na comunidade;
  • Praticar gestos de caridade e solidariedade;
  • Cultivar a oração em família.

Essas atitudes ajudam a compreender que a devoção mariana autêntica conduz a uma vida mais comprometida com o Evangelho.

 

Um convite à missão

Celebrar o mês de maio é renovar a certeza de que a fé cristã se vive em comunidade e em missão. Maria continua sendo presença materna que orienta e inspira. Como afirma o Papa Francisco, ela é aquela que “sabe transformar uma gruta de animais na casa de Jesus”, mostrando que Deus age nas realidades simples da vida.

Que este tempo mariano ajude crianças, adolescentes e adultos a crescerem na fé, assumindo com responsabilidade o chamado missionário. Tornar Nossa Senhora conhecida e amada é, acima de tudo, seguir seu exemplo e levar Jesus ao coração do mundo.


A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é uma Obra Pontifícia fundada em 19 de maio de 1843, por Dom Carlos Forbin-Janson. Presentes nos cinco continentes, as crianças e adolescentes missionários cultivam o espírito missionário universal, recitando uma Ave Maria por dia e doando um dinheiro por mês.