Afeganistão: milhões de crianças enfrentam risco extremo de fome, doença e exclusão ~ IAM - Infância e Adolescência Missionária (Colatina-ES)

Afeganistão: milhões de crianças enfrentam risco extremo de fome, doença e exclusão


Desde a retomada do poder pelo Talibã em 2021, o Afeganistão vive uma das crises humanitárias mais profundas do mundo, com impacto devastador na vida de crianças e famílias. A situação atual reúne crises econômicas, restrições sociais, emergência alimentar, conflitos e desafios climáticos — que juntos colocam milhões de vidas em risco. 

 

Crise humanitária em números

• Segundo relatórios do UNICEF, mais de 21,9 milhões de afegãos — incluindo cerca de 11,6 milhões de crianças — precisam de assistência humanitária básica em 2026.
• Dados do IPC (Integrated Food Security Phase Classification) mostram que 36% das crianças estão em níveis críticos ou de emergência de insegurança alimentar, com cerca de 9 milhões enfrentando fome severa neste inverno.

• Aproximadamente 3,7 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda, um dos fatores que mais contribuem para mortes infantis no país.
• A assistência alimentar chega a apenas 2,7% da população necessitada, devido ao corte de fundos internacionais e acesso limitado.

 

Fatores que agravam a situação

1. Falta de acesso à saúde e nutrição:
Programas essenciais para o tratamento da desnutrição e doenças infantis ficaram prejudicados pela redução de financiamentos e pelo fechamento de muitos centros de saúde desde 2021. A cobertura de serviços básicos, como vacinação e atendimento neonatal, diminuiu significativamente.

2. Emergências climáticas e desastres naturais:
Secas prolongadas e outros choques climáticos — como terremotos e inundações — destroem colheitas, forçam famílias a abandonar vilarejos e limitam o acesso à água potável, agravando a fome e as doenças.

3. Economia frágil e desemprego:
O colapso econômico levou ao aumento do desemprego e à queda de remessas do exterior, reduzindo a capacidade das famílias de comprar alimentos e investir em saúde ou educação.

4. Barreiras sociais à educação:
Meninas enfrentam restrições severas ao seu direito à educação secundária e muitas crianças permanecem fora da escola, prejudicando o futuro de uma geração inteira.


 

Impactos negativos nas crianças

Desnutrição intensa — mais da metade das crianças menores de cinco anos apresentam formas graves de fome ou deficiências nutricionais.
Risco elevado de doenças — doenças como sarampo, diarreia e infecções respiratórias continuam a ameaçar a vida de crianças em áreas com saneamento insuficiente.
Acesso reduzido à educação e proteção — barreiras culturais, conflitos e falta de escolas aumentam o risco de trabalho infantil e casamento precoce.

 

O que dizem agências oficiais

🔹 UNICEF alerta que a crise afeta todos os aspectos da vida infantil — da nutrição à segurança, passando por água, saúde, educação e proteção. O apelo humanitário para 2026 visa apoiar programas que salvem vidas e reduzam o sofrimento de milhões de crianças.

🔹 Save the Children destaca que cortes de fundos reduzem drasticamente a capacidade de tratamento da desnutrição e que mais crianças estão chegando a níveis críticos de fome em comparação com anos anteriores.


A crise no Afeganistão é complexa e afeta profundamente os direitos e a dignidade das crianças. Com fome, doenças e falta de acesso à educação e saúde, milhões de jovens estão enfrentando um futuro incerto. A resposta internacional, via organizações como UNICEF e parceiros humanitários, continua essencial para salvar vidas e oferecer esperança neste cenário de emergência prolongada. 

A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é uma Obra Pontifícia fundada em 19 de maio de 1843, por Dom Carlos Forbin-Janson. Presentes nos cinco continentes, as crianças e adolescentes missionários cultivam o espírito missionário universal, recitando uma Ave Maria por dia e doando um dinheiro por mês.